João Tadeu's profileNossas Vespas e Lambrett...PhotosBlogLists Tools Help

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    August, 2007

    Dia do Motociclista

    Uma minoria silenciosa dentro do Brasil, colaborando pela economia de combustível, minimizando a deficiência do transporte publico, contra a degradação do meio ambiente, agilizando negócios, tendo um lazer simples e econômico, se confraternizando e ampliando as relações inter-pessoais entre seus pares.

    É assim que eu vejo o motociclista, mas evidentemente a mídia traz somente à tona aquelas informações que dão os pontos para o IBOPE, ou ainda aquelas que vendem a desgraça humana na capa dos jornais e dos tablóides; aquelas informações negativas que não refletem a totalidade da pura verdade.

    Um país continente como o nosso aponta para uma verdade regionalizada, geralmente relegada a uma visão micro das grandes metrópoles.

    A ABRACICLO mostrou recentemente números significativos do crescimento desse mercado, demonstrando que em médio e longo prazo as profecias, que ditavam ser a motocicleta o veiculo do futuro, estavam corretas.

    Este ano, novamente, como no ano passado, não dou os parabéns aos motociclistas, mas sim, deixo todo o meu agradecimento a esse relevante segmento da sociedade.

    Porem deixo também, os meus sinceros parabéns a todos as empresas e empreendedores que, direta ou indiretamente, fazem da motocicleta o que ela é hoje; alem dos meus profundos agradecimentos a todos os profissionais da área que estão se preocupando em fazer a motocicleta e o motociclista do amanhã.

    Um abraço comemorativo a todos !
     
    June, 2006

    Sou um sobrevivente

    Minha primeira experiência com veículos de duas rodas teve meu tio Oswaldo como o grande louco da família, que me botava em pé, entre o guidão e o banco de sua Lambretta, lá pelos meus 6 anos de idade.

    Aprendi a guiar moto mais olhando que praticando, até que um dia, conversando com meu pai no portão de casa, pára o meu amigo Penteado com sua novíssima Honda CB 50 SS, e eu com a maior cara de pau perguntei se ele deixaria que desse uma volta no quarteirão.

    Campanha muita bem feita, pois tal foi à surpresa de meu pai em me ver rodando de moto, que alguns meses após fui presenteado com uma Honda CB 125 dourada, de 2 cilindros e partida elétrica, zero bala. Fiquei muito bonito na fita ...

    Assim começa em 1974, a minha vida como motociclista.

    Naquela época, moto ainda era uma coisa muito restrita, e moto de grande cilindrada era pra gente de muita grana; daí dá para se imaginar que os demais acessórios, como capacetes, casacos, luvas, etc. eram itens de difícil compra.

    Já sou sobrevivente por ter passado pelas insanidades de Lambretta com meu tio, mas resgatando minhas memórias do passado, e de maneira bem rápida, cito sobre a minha adolescência :

     

    Não era obrigatório o uso de capacete ... dá pra acreditar ?

    Não usávamos roupa de couro.

    Moto com freio a disco só nas figurinhas, ou nas motos muito caras. Vale lembrar que ver uma 750cc na rua era muito difícil.

    Andávamos no verão, na moto, de calção, sandália de dedo, e sem camisa.

    Não existiam celulares, e nossas mães viviam com o coração na boca.

    As namoradinhas eram proibidas de andar de moto com a ´juventude transviada’.

    Andávamos em grupo por puro prazer, em forma de bando mesmo.

    Não existia a profissão de moto-boy, e pasmem, os carros não nos respeitavam do mesmo jeito.

    Não existia atendimento do corpo de bombeiros como hoje, e as vitimas eram carregadas de qualquer modo para algum hospital, ou por táxi ou pelo carro de alguma boa alma presente na hora. Não esqueça que não existiam celulares, telefones eram coisas raras, e chamar alguém da família era simplesmente impossível.

    Não existia o CET que temos hoje, em 1974 tínhamos uma corporação o então DSV, que a população chamava carinhosamente de BEM-TE-VI por causa dos apitos, e eles tinham acabado de receber um lote de Suzuki 350T, com os comandantes de 500T. Eram bons policiais, mas péssimos motociclistas, graças a Deus. Pois a maioria dos motociclistas não tinha habilitação e eu, em particular, era menor de idade ... meu pai foi um louco!

    Furar o pneu na noite de sábado era sinal de empurrar a moto até em casa, desmontar a roda pela manhã, e ficar procurando um maldito borracheiro aberto aos domingos.

    Bateu, caiu, amassou eram sinônimo de meses sem moto pois tudo era importado e levava o maior tempo até chegar. Dá também pra imaginar como era na hora de se ter que comprar pneus novos.

     

    Enfim, um misto de insanidade e romantismo, de brutalidade grupal e amor fraterno ... uma boa época.

     

    Saiamos diariamente, na hora do lanche do Colégio de São Bento e corríamos até a ‘Esquina do Barulho’ no centro antigo, só para poder ver as motos na loja do Sr. Edgar Soares, as grandes maquinas européias na loja do seu Latorre, entre outras.

     

    No domingão, íamos ao parque do Ibirapuera (naquela época era aberto ao transito) sob a marquise, ter com Adú Celso, Jacaré, Tche q Tche, e outros corredores profissionais que transmitiam, a nos, seus admiradores, o modo esportivo de se pilotar. Belos tempos, belos dias ...

     

    Hoje fico lendo sobre uma ou outra moto, qual que anda mais ou menos, qual que tem a linha mais atual, quais serão os futuros lançamentos, quem faz as melhores manobras; e fico achando que quase tudo está igual, pelo menos na óptica das diferenças interpessoais.

     

    Sim, sou um sobrevivente, e agradeço a Deus em poder estar vivo, e vendo o ponto que a tecnologia, que a ciência, que o amadurecimento da humanidade, e o ponto em que motociclismo se encontra.

     

    Parabéns a todos vocês, e espero tê-los no rol da eternidade como sobreviventes também ...

    May, 2006

    ESSE MERCADO NÃO ESTA “LEGAL” !

    Vez por outra tento, disse tento, trocar minha moto ou carro, e observo que temos já há algum tempo uma prática comercial muito interessante, silenciosa, rasteira, e quase popular.
    Na passagem por sites de venda, jornais e outras publicações especializadas, já não são difíceis em se encontrar anúncios de veículos com preços bem baixos e com condições bem especiais, aparentemente “grandes oportunidades”.
     
    Buscando maiores detalhes podemos constatar :
    1. Veículos vendidos com o valor de multas chegando a ser até superior ao próprio valor do bem.
    2. Veículos vendidos com documentos porem não em nome do vendedor, e cabendo ao comprador buscar “formas” de passar a documentação em seu nome.
    3. Veículos sem nenhum documento, e até com a informação pelo vendedor em não se emitir recibos.
    4. Veículos vendidos com placas porem somente com as famosas notas de leilão.
    Tudo isso aparentemente inofensivo e atualmente bem comum, porem gerando problemas a curto e médio prazo que fatalmente porá em cheque todo o modelo comercial veicular existente.
    A partir do momento em que se menospreza o sistema comprobatório da propriedade, toda uma  situação é gerada e suas complicações aguçadas.
    Tente imaginar um circulo vicioso se formando com o inicio na compra de veículos em leilão, compra de veículos roubados, venda de peças de modo ilegal, e assim por diante.
    A situação socioeconômica no país realmente não está exemplar e em muitos casos somos impelidos a procurar preços competitivos e assim, a causa gera o efeito, compramos o preço e não conseguimos enxergar que estamos fomentando a criminalidade.
    Reclamamos contundentemente sobre os altos valores dos seguros, e pelos altos preços praticados pelo setor de auto / moto peças, agradecendo a Deus aquele “desmanche” amigo da esquina, ou aquela lojinha de peças usadas e/ou “recuperadas” da região.
    Estamos tapando o sol com a peneira; o próximo veiculo a ser roubado poderá ser o nosso, toda e qualquer multa que não pagamos e deixamos acumular irá fazer com que as correções futuras da carga tributaria seja majorada, as peças ou partes adquiridas de forma irregular irá gerar uma redução no recolhimento de impostos lesando a nação na figura de seus contribuintes.
    Só apontar não basta; faz-se necessário apresentar algum tipo de solução, e no meu entendimento, as autoridades deveriam vincular os ônus gerados em um veiculo ao CPF do proprietário e não ao veiculo, como é feito hoje.
    Quando se for fazer um leilão de veículos apreendidos, e já se tendo o ônus anterior agregado ao CPF do antigo proprietário, o novo comprador teria o referido veiculo com um novo RENAVAN de ficha limpa, podendo  documentá-lo sem problemas.
    Tenho plena noção que não teríamos o fim de praticas ilícitas porem acredito que assim haveria uma redução considerável.
    Fora isso, a população teria uma maneira honesta para adquirir veículos usados a um custo baixo, e documentáveis ...
    June, 2005

    Preservar é tudo !

    Caros amigos

    Preservar é tudo independente do que seja.

    Um povo sem passado é um povo sem futuro.

    Parabéns a todos que, direta ou indiretamente, resgatam a memória da nação ...